Nossa história é um tanto quanto clichê, mas é linda e única.
A nossa história começou no terceiro ano do fundamental. Estudávamos na mesma sala, mas éramos praticamente opostos. O Kaik era o típico menino que vivia faltando, inventava lutinha com caneta e tesoura e a Mel, por outro lado, era a aluna aplicada, sentava na frente, participava de tudo e não gostava de chegar atrasada.
Nós não conversávamos muito, muito menos tínhamos interesse um pelo outro. Mas teve um momento simples que ficou guardado, um elogio que ela fez ao desenho do Kaik. Nada demais, mas ele nunca esqueceu.
Depois do 5º ano, cada um seguiu seu caminho, já que não estudavam mais na mesma escola. E foi exatamente isso que aconteceu, anos depois, em plena pandemia a gente se viu rapidamente na rua, e pouco tempo depois começamos a conversar pelo Facebook. E assim, do nada, a história recomeçou.
Dessa vez, ela sentiu primeiro. Começou a gostar e foi mostrando interesse. Depois de meses conversando e horas de ligações a Mel convidou ele para conhecer os pais dela, e ele, tranquilo como sempre, topou. Nesse mesmo dia, o primeiro beijo. Foi ali que tudo começou de verdade.
Dois meses depois, ele a pediu em namoro, já que estavam tão próximos e já conheciam até a família um do outro, ele fez questão de pedir também pros pais dela. E claro, ela disse o primeiro “sim” de toda essa história.
Nosso namoro durou quatro anos, e desde o começo tivemos que lidar com a distância. O Kaik se mudou pra Pirituba pra estudar, e a gente só se via nos finais de semana. Mesmo assim, nunca faltou dedicação e vontade de continuar juntos.
Em dezembro, uma semana depois de mais um aniversário de namoro, saímos pra um date na nossa hamburgueria favorita, bem ali, no carro veio o pedido de casamento. Foi simples, sincero e cheio de emoção.
Nos apelidamos de chejos, uma forma fofa (e bem nossa) de “princeso” e “princesa”.
Com o tempo, aprendemos a crescer juntos, a respeitar nossas diferenças e, principalmente, a sermos os melhores amigos um do outro. Kaik tem a linguagem de amor voltada para toque físico e atos de serviço, a Mel toque físico e palavras de afirmação. E no fim das contas, aprenderam a falar a mesma língua, a do amor.
Somos um casal divertido, que valorizamos os momentos simples e vemos beleza nos detalhes. Descobrimos que felicidade também mora nos dias tranquilos, no sofá, nos almoços improvisados e nas risadas por bobagens.
E agora, depois de tudo o que construímos, chegou a hora de celebrar. Estamos prontos para viver o próximo capítulo, com as pessoas que fizeram parte de toda essa jornada.